13/08/2022

Clique aqui para ler a coluna Responsabilidade Social e Ética, o artigo Vestir azul, por Lucila Cano.

 



J.Hawilla
O ano era o de 1958. Enquanto o mundo se encantava com os dribles mágicos da Seleção de Pelé e Garrincha, um jovem de nome José, na então pequena e distante cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, se deixava levar pelo sonho nacional do primeiro título de campeão do mundo conquistado pelo Brasil.
A magia da bola, dos campos, dos passes geniais dos deuses do futebol conduziram a vida do jovem José Hawilla até o jornalismo, transformando-o em J.Hawilla, um nome que se firmaria como um dos mais respeitados profissionais do jornalismo esportivo do País.
Torcedor fanático do América de Rio Preto, Hawilla começou sua carreira ainda em sua cidade natal, na Rádio Independência. Pouco a pouco foi se sentindo mais à vontade, ousando nos dribles de reportagem, conquistando espaço e a simpatia dos colegas de profissão.
Já na capital paulista, como repórter de campo, Hawilla atuava com desenvoltura e dominava a jogada. Nos estádios, fosse junto a jogadores, técnicos ou dirigentes, se sentia à vontade, não deixava escapar nenhum lance, dominava o tema, era certeiro dos questionamentos e nas análises que fazia. Talvez, no entusiasmo da profissão que abraçara de corpo e alma desde a juventude, nunca tenha se dado conta de que, nas partidas em que entrava em campo, era ele a voz e o coração de milhões de torcedores ouvintes.
Ao longo de uma década J. Hawilla atuou como repórter de rádio e televisão nas principais redes de comunicação do País, como Rede Globo, Rádio e TV Bandeirantes e Rede Record. Foi também comentarista, apresentador e produtor, tendo participado da cobertura dos principais eventos esportivos do mundo como provas de Fórmula 1, Olimpíadas e Copas do Mundo de futebol.
O pacto de amor e dedicação que estabeleceu com o esporte, desde o início de sua carreira, sempre pautou a sua vida, mesmo em 1979, quando foi demitido da emissora em que trabalhava como Chefe de Esportes, por participar de uma greve de jornalistas. Foram momentos difíceis; de muitas portas fechadas, de fidelidades esquecidas. Para ele, naquele momento de sua vida, a torcida parecia calada, indiferente.
Mas, apesar de tantas dificuldades aparentemente intransponíveis, J. Hawilla tinha bem viva dentro de si a mesma determinação e a mesma garra que levaram o jovem José a deixar a sua Rio Preto para trás, em direção à capital paulista, para conquistar o mundo, para concretizar um sonho.
Por certo, inspirado por tantos ídolos que acompanhou nos campos, e por tantos exemplos de superação que testemunhou no esporte, Hawilla entendeu que naquele momento se estabelecia uma fronteira, que aquela era a sua hora da virada. E com coragem, Hawilla tomou a decisão de arriscar, de tentar o novo e partiu decidido para montar seu próprio negócio. Comprou a Traffic, que de início explorava propaganda em pontos de ônibus. Em pouco tempo, passou a vender placas de publicidade em estádios, até então uma iniciativa inédita no mundo. Depois de 30 anos desde a sua criação, completados em maio de 2010, a Traffic Marketing Esportivo se tornou uma empresa especializada em futebol, com atuação nos mercados brasileiro e internacional e que desenvolve projeto de preparação de alta performance para jovens jogadores de futebol. Mantém um sofisticado centro de preparação de jogadores, no interior paulista, e é detentora da franquia de dois times: o Desportivo Brasil, que nasceu de um projeto social em Barueri e hoje, com 94 meninos, participa de competições sub-15, sub-17 e sub-20; e o Miami FC, time de futebol que participa da United Soccer Leagues, dos Estados Unidos.
Mas, assim como a paixão pelo esporte o levou a investir nesse segmento, J. Hawilla não conseguiu distanciar-se da profissão que o aproximou do futebol e partiu para novos desafios, voltando ao ramo da Comunicação, desta vez como empresário.
Hoje, tem sob o seu comando quatro empresas que atuam neste segmento:
TV TEM – uma rede de televisão filiada à Rede Globo, presente em quatro cidades no interior paulista, com geradoras em Rio Preto, Bauru, Sorocaba e Itapetininga. Seu sinal chega a 318 cidades, representando 47% do Estado de S. Paulo, ou uma população de aproximadamente oito milhões de pessoas.
TV7 – uma produtora de vídeo, para conteúdo de programação tanto para as tevês abertas e fechadas do Brasil e do Exterior.
Rede BOM DIA – uma rede de jornais diários, distribuídos nas cidades de São José do Rio Preto, Bauru, Jundiaí e Sorocaba e com tiragem de 30.000 exemplares de 2ª a sábado e de 40.000 exemplares aos domingos.
A ainda jovem TV TEM já representa metade do Grupo Traffic, e a rede Bom Dia de jornais, por conta da concessão de franquias em importantes pólos do interior paulista e grande São Paulo, terá ampliada a sua tiragem para 70 mil exemplares nos dias de semana, e 90 mil exemplares aos domingos.
No final de 2009, J. Hawilla faz um novo investimento no setor com a compra do centenário Diário de S. Paulo, preservando a tradição do jornalismo brasileiro e dando continuidade à saga de José Maria Lisboa e Américo de Campos, iniciada em 1884, com a fundação daquele jornal. Suas empresas empregam cerca de 1.000 pessoas, mais de duas centenas delas jornalistas que se distribuem pelas várias redações onde os veículos estão presentes. Conduzir este conglomerado com responsabilidade, visão estratégica, determinação e coragem são princípios que sempre nortearam a vida deste rio-pretense que se deixou levar pela paixão e pela energia da torcida junto à qual iniciou sua vida profissional. Com ela aprendeu a importância de se investir no esporte, e particularmente no futebol, essa paixão nacional que une e motiva pessoas. Com essa mesma torcida, J. Hawilla aprendeu a importância de informar com responsabilidade e profissionalismo, e entendeu o papel social da Comunicação.
E é pelo seu trabalho e competência à frente dessas empresas, que a Mega Brasil e os profissionais de Comunicação concedem a J. Hawilla o Prêmio Personalidade da Comunicação 2010.

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