 |
| |
 |
|
 |
|
 |
|
 |
| |
No artigo Telemarketing, a colunista Thais Alves afirma
que a maior dificuldade de quem
trabalha pelo telefone é se relacionar com o cliente: ouvindo-o. Segundo a colunista, se os jovens
que trabalham com isso fossem instruídos a ouvir antes de falar, metade das
queixas estariam resolvidas e as dúvidas solucionadas. Para ler a coluna Comunicação e Imagem, CLIQUE AQUI
Na coluna Marketing
Direto, Nelise Zymberg fala da
importância de manter o telefone dos clientes atualizado. Segundo a colunista, por
muito tempo as empresas atualizavam apenas os dados para endereçamento postal,
depois o interesse aumentou para o número do telefone comercial para envio de
fax e em seguida o endereço de e-mail. Para ler o artigo Relacionamento por telefone, CLIQUE
AQUI
|
| |
| |
|
 |
| As idéias expressas pelo autor não refletem, necessariamente, a opinião do Jornal da Comunicação Corporativa e de seus editores. |
Somos todos apaixonados pelo JB jornal
01/09/2010 - 09:25:43
O último
dia de um jornal é muito melancólico. Imaginar que amanhã você não mais vai
receber em casa, nem ver nas bancas. Me lembro de alguns títulos que se
perderam no tempo, como Última Hora, Popular da Tarde, Gazeta Esportiva. Mas,
nos anos 70, 80, 90 alguém poderia imaginar que esse seria o destino do JB?
Pois o tradicional jornal, ou o que restou dele, deu ontem seu último suspiro,
escafedeu-se, virou um site assim como tantos outros, montados às pressas, sem
conteúdo, feito à base do gilete press, com meia dúzia de gatos pingados.
Trabalhei no Jornal do Brasil ainda nos bons tempos, por três anos, na Sucursal
de São Paulo. O diretor era o Beto Sardemberg, depois o Marcelo Pontes. A
chefia da sucursal era da Célia Chaim e eu, que entrei como coordenador de
economia, seis meses depois era o chefe de reportagem. Só que naquela
concepção, caía no samba todos os dias. Tinha de sair, telefonar, apurar,
escrever várias matérias por dia. Mas era um tempo glorioso, uma equipe que
tinha Vasconcelos Quadros, Ricardo Kotscho, Luiz Paulo Lima, Humberto Werneck,
Wagner Barreira, Roberto Baschera, Zelão, José Maria Mayrink, Evanildo da
Silveira, Nilton Horita, Karina Pastore e tantos outros que não me esqueço mas
que fariam aqui uma lista interminável. Quando a Célia foi ter seu filho,
fiquei cuidando de praticamente tudo. Era um peso enorme, período do
impeachment de Collor, de muito escândalo. Mas na retaguarda, no Rio, havia uma
equipe fantástica.
O espírito de todos era o mesmo. Éramos amantes da notícia, das pretinhas, do
trabalho. Éramos apaixonados pelo JB. Trabalhávamos sempre muito, mais de 12
horas por dia e saíamos felizes, como se fosse possível encarar tudo de novo.
Era algo feito com prazer. Algo que sempre repercutia, que sempre virava pauta
e mudava ou ajudava a mudar o rumo das coisas.
Tinha o pingue da página 13 nos fim de semana, a revista Domingo, a coluna do
Castelo. Tinha o tradicional “L” gráfico que revolucionou o meio jornal nos
anos 60. Tinha liberdade de se criar e de se apurar. O pessoal do JB quase não
precisava de pauta, era uma turma que andava com as próprias pernas, que tinha
idéias e as coisas funcionavam. No meu tempo não cheguei a passar por períodos
difíceis, mas pouco tempo depois começaram os atrasos, as constantes trocas na
redação, os desmandos. Deu no que deu. Acharam que era possível separar o nome
do resto. Era como separar a cabeça do corpo. Não deu.
O JB se vai, mas não me venham com o motivo de que perdeu para a internet. O
caso JB é específico. Perdeu para sua estrutura, para suas dívidas, para a sua
falta de tino jornalístico. Um jornal, fica provado, não se sustenta apenas num
nome. Precisa ter alma de jornal, gente de jornal, dedicação de jornal. Faltou
tudo isso. Infelizmente.
|
|
|
|
|
|