3/9/2010

No artigo Telemarketing, a colunista Thais Alves afirma que a maior dificuldade de quem trabalha pelo telefone é se relacionar com o cliente: ouvindo-o. Segundo a colunista, se os jovens que trabalham com isso fossem instruídos a ouvir antes de falar, metade das queixas estariam resolvidas e as dúvidas solucionadas.
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Na coluna Marketing Direto, Nelise Zymberg fala da importância de manter o telefone dos clientes atualizado. Segundo a colunista, por muito tempo as empresas atualizavam apenas os dados para endereçamento postal, depois o interesse aumentou para o número do telefone comercial para envio de fax e em seguida o endereço de e-mail.
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Reinaldo Passadori
As idéias expressas pelo autor não refletem, necessariamente, a opinião do Jornal da Comunicação Corporativa e de seus editores.

Hora de Mudar
01/09/2010 - 09:23:09

Vez por outra ouço um relato de alguém que resolveu dar uma guinada de 180° em sua vida. Isso acontece quando algo grave ocorre ou quando o nível de paciência e tolerância chega a um determinado limite e aí aquele pequeno detalhe faz toda a diferença.
É o caso do enredo do filme “Um dia de Fúria”, no qual um homem desempregado chega ao seu limite, pressionado por todos os lados, abandona seu carro em um congestionamento e resolve combater as injustiças do dia-a-dia de uma grande cidade.
Outra narrativa bem comum é quando uma pessoa passa por um sério problema de saúde, após aquela cirurgia do coração ou depois da recuperação de um infarto, passa a valorizar mais a própria vida, destinar mais tempo a cuidar do corpo e fazer aquilo que realmente gosta, vivendo mais prazerosamente e dando mais atenção  às coisas simples do cotidiano, tais como desfrutar a companhia dos filhos, fazer aquela viagem há muito adiada, tirar alguns dias para realizar aquele sonho sempre procrastinado.
Em uma atividade profissional também pode ter chegado o seu prazo de validade, percebido quando não há mais motivação, nem motivos para acordar cedo, enfrentar o trânsito e um chefe exigente, além daqueles colegas chatos que contam as mesmas piadinhas todos os dias e você não vislumbra uma perspectiva de crescimento. Do mesmo modo um relacionamento no qual o amor já não mais existe e, por conveniência, acomodação ou aparências as pessoas perpetuam o convívio, mais se agüentando do que desfrutando da presença do outro ou ainda porque sai mais barato ficar junto do que sofrer a divisão dos bens e respectivos impostos a serem pagos.
Em um certo período também fiz uma dessas mudanças radicais: Mudei de trabalho, de cidade, de namorada, de faculdade e comecei tudo do zero. Era, naquele momento necessário, precisava provar a mim mesmo minha capacidade. Confesso que foi difícil cuidar da minha própria vida, tomar as minhas decisões, assumir minhas responsabilidades, mas no final valeu a pena e se tivesse que voltar, faria tudo novamente.
Em uma empresa, para você que é empreendedor, quando as coisas não vão bem, quando há prejuízo após prejuízo, tentativas de reerguê-la foram infrutíferas, esforços foram em vão, talvez tenha chegado a hora da virada, que pode ser apenas um ajuste de foco, de rumo, de produto, de clientes, de políticas, de preferência antes de chegar ao fundo do poço, situação em que não há como retornar.
Uma boa avaliação da situação, o apoio de consultorias externas, alguém que possa fazer um diagnóstico da situação e propor alternativas pode fazer uma grande diferença.
Ao resolver mudar, procure fortalecer-se e ter uma boa estrutura psicológica, pois isso pode implicar em demissões, adaptações, solicitação de créditos, empréstimos, abrir mão do orgulho e de patrimônios conquistados a duras penas.
Aproveite para renovar seu otimismo e sua tolerância para exercitar sua flexibilidade, humildade e persistência.
Redefina seus objetivos, as condições para atingi-los, faça um bom plano de ação e procure cumpri-lo, envolva as pessoas comprometidas com você e com o seu sonho e gradativamente recupere-se.
Fácil, certamente não é, mas se tiver o espírito empreendedor é justamente nesses momentos de grandes dificuldades que o põe à prova, pois vencedor é aquele que continua quando a maioria desiste ou encontra alguma desculpa qualquer para não seguir adiante.
Ao final, após a turbulência, quando já tiver superado suas dificuldades, não se assuste nem se irrite quando alguém disser: “Teve sorte”, ou “Não falei? Ainda bem que seguiu os meus conselhos”...
Por falar em conselho, um que penso ser oportuno é:  “Fé em Deus  e pé na tábua”.Ajudam também um bom planejamento, quem sabe o apoio de um coaching ou uma consultoria especializada em gestão de mudanças.



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